Desligar o celular: hábito em extinção

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Precisei desligar meu celular. Por algum motivo ele não estava funcionando corretamente e eu resolvi reiniciar o aparelho. Tudo normal, mas na hora de desativar meu companheiro de todos os dias eu percebi que nem lembrava como fazia isso. Era uma função que eu raramente experimentei.

Há um pouco mais de quatro anos com esse aparelho, eu tentei me lembrar de quantas vezes realmente o desliguei. É claro que ele já morreu em diversas situações, ou por falta de bateria ou por tombo da vida. Mas desligar mesmo, de livre e espontânea vontade, acho que dá para contar nos dedos de uma mão.

O pior é imaginar que nesse período eu passei por vários momentos em que o ideal seria ter desativado completamente o meu aparelho. Entrevistas de emprego, provas na faculdade, idas ao cinema, apresentação de TCC. Não me lembro de ter sequer pensado em desligar por 15 ou 20 minutos.

É fácil entender o motivo. Ele é a minha câmera, minha agenda, minha calculadora e meu calendário. Precisa passar a madrugada toda pronto para uso e próximo ao meu travesseiro, mesmo que alguns especialistas digam que isso prejudica o sono, porque é meu despertador. Durante os voos, basta colocar no modo avião e curtir a viagem, mesmo que isso contrarie as orientações dos comissários e interfira na segurança aérea.

Chega a ser perturbadora essa nossa dependência. Segundo os técnicos, reiniciar o aparelho às vezes pode até melhorar o desempenho dele, fazer uma limpeza nos softwares. Então por que será que temos tanta dificuldade de colocar nosso parceiro para descansar? Bem, não sei e não vai dar para descobrir agora. Ele já ligou de novo!

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