A inovação da vida real

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Lançado em 2009, o Whatsapp é um aplicativo de mensagens que dispensa apresentações. Onipresente em quase todos os celulares, ele já deu muita dor de cabeça aos casais, às operadoras de telefonia e até ao Supremo Tribunal Federal. A nossa relação com o aplicativo é tão profunda que virou até vídeo do canal Porta dos Fundos:

Além de divertido, até porque é quase impossível não gostar do Antônio Tabet, esse vídeo traz uma mensagem bem próxima à que o Mundo Logout acredita. A sede por tecnologia está tão presente no nosso cotidiano que, em breve, vamos estranhar a vida real.

Isso me lembrou de um workshop de e-mail marketing que participei. Entre tantas discussões sobre layout e base de dados, um palestrante sugeriu que, dependendo do caso, uma boa estratégia seria encaminhar uma mala direta tradicional, via correio. Segundo ele, essa estratégia caiu em desuso graças ao grande número de envios e como as pessoas descartavam sem nem ler a mensagem. Porém, ao longo dos anos, o cenário mudou e uma carta tradicional passou a ser mais rara e ter mais a atenção do destinatário. Ou seja, a estratégia do futuro.

É essa inovação do passado que o Porta dos Fundos tira sarro. As funcionalidades do Whatsapp foram evoluindo a ponto do aplicativo oferecer confirmação de recebimento, mensagem de voz e, quem sabe, via vídeo. Ou seja, é mais fácil voltar a ter a pessoa na nossa frente.

Mas se a gente parar para pensar, a tecnologia serve principalmente para simular a vida real. Parece loucura, não?

Um exemplo dessa lógica, creio eu, é o Kindle. Uma vez um amigo me mostrou sua nova aquisição dizendo que a tela tinha sido planejada para neutralizar reflexos e que a iluminação era ideal para a vista. Era como se estivesse lendo um livro, comparou ele. Sabe uma coisa que é como se fosse um livro? Um livro. Ele não é WiFi e nem precisa de bateria. As capas normalmente são artísticas e a gente ainda pode colecionar e, quem sabe, compor a decoração da casa.

Bem, como diria Antônio Tabet, a nossa vida (no feminino, por uma questão de direitos) já é 4D, em alta definição.

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