12 documentários de natureza na Netflix

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Efeitos especiais com grandes explosões, super heróis com roupas coloridas e planetas inteiros criados a partir da imaginação. Quando pensamos em procurar algo no Netflix, normalmente essa é uma combinação infalível. Nada contra, mas, às vezes, é bom sair um pouco desse universo para explorar um gênero diferente com títulos incríveis oferecidos nessa mesma plataforma: os documentários.

Infelizmente, ainda existe aquela estigma de que é gênero chato, depressivo e difícil de assistir. Puro preconceito. Hoje em dia, existem diversos estilos de documentários, cada um com sua particularidade e dinâmica. Mas o que os faz tão especiais é justamente o que eles têm em comum, a realidade.

Claro que falar sobre o mundo verdadeiro nem sempre é o assunto mais confortável, principalmente quando questiona nosso estilo de vida. Mas é justamente esse a função desse material: provocar uma inquietação nos espectadores na esperança de uma mudança de mentalidade que seja suficiente para reparar os danos.

Com essa proposta, fiz uma seleção dos principais documentários na Netflix para quem quer discutir um pouco mais o mundo em que vivemos sem precisar sair do sofá de casa. Prepare a pipoca, mas lembre-se que a realidade pode ser mais assustadora que um filme de terror.

Nosso Planeta (2019)

A primeira da lista é também a mais recente a ser lançada, no início deste mês. Nosso Planeta é uma série de oito partes que mostra como os biomas da Terra estão conectados e por que todos são primordiais para a prosperidade da vida. É mais uma série na carreira do naturalista David Attenborough, que criou clássicos como Vida na Terra, Planeta Terra e Planeta Azul.

O projeto levou quatro anos de produção e impressiona pela qualidade das imagens. O filme foi feito em parceria com a WWF e filmado em 50 países, com mais de 600 membros da tripulação capturando mais de 3.500 dias de filmagem.

Lembra do que eu disse sobre como a realidade pode ser mais assustadora que a ficção? Pois é, a Netflix teve que indicar que talvez seja uma má ideia para pessoas sensíveis verem algumas cenas:

One Strange Rock (2018)

Produzido pela National Geographic, esse documentário traz oito astronautas, que contam como suas viagens ao espaço lhes fizeram olhar para esse planeta de uma maneira diferente. O documentário de Darren Aronofsky cria conexões impressionantes sobre os eventos da natureza, do microscópico ao cósmico. São 10 episódios com entrevistas, imagens impressionantes e a apresentação de Will Smith.

Ser Tão Velho Cerrado (2018)

Considerado o bioma mais antigo do mundo, o Cerrado sofre com desmatamentos intensos que estão levando o ecossistema à extinção. O documentário expõe o modo de vida dos moradores da Chapada dos Veadeiros e as origens da sua subsistência.

Dirigido pelo André D’Elia, mostra a extensão dos danos ao cerrado e os desafios dos moradores para desenvolver a região sem agredir ao meio ambiente. Nele, nós vivenciamos a elaboração de um plano de manejo que concilia interesses conflitantes, estabelecendo um diálogo entre a comunidade científica, agricultores familiares, grandes proprietários de terra e defensores do meio ambiente.

É um documentário essencial para entender a dinâmica de poderes que afetam a preservação da natureza no Brasil.

Terra (2015)

Terra reflete a relação do ser humano com a natureza e as outras criaturas que dividem esse planeta com a gente. Dirigido por Yann Arthus-Bertrand & Michael Pitiot, esse filme mostra o desenvolvimento do nosso planeta e das incríveis espécies que o habitam. A produção  te deixa com aquela sensação de encantamento, até que a história natural do mundo dá lugar à nossa espécie e como ela respeita e representa esse belo planeta.

Mission Blue (2014)

Da lista, esse é o mais inspirador dos documentários, na minha opinião. Ele conta a vida da oceanógrafa Sylvia Earle, que dedica a carreira ao estudo e preservação das espécies marinhas. O interessante aqui é que todas as transformações mais bruscas no oceano são parte da vida desta mulher. Ela é a história viva dos oceanos.

Em Busca dos Corais (2017)

O interessante desse documentário é que ele mostra um monitoramento de recifes de corais ameaçados pelo branqueamento, causado pelo aumento da temperatura do oceano. É um trabalho conjunto de mergulhadores, cientistas e fotógrafos em vários locais do mundo, para procurar entender o que ocorre com diversas espécies de corais durante o fenômeno.

Seremos história? (2016)

Esse filme traz Leonardo DiCaprio na linha de frente, usando sua notoriedade para conversar com as figuras mais influentes do mundo sobre as mudanças climáticas. Ele dirige o documentário com Fisher Stevens, em busca de viabilizar soluções para combater essas mudanças e proteger espécies ameaçadas.

Virunga (2014)

Virunga conta a história dos guardas que arriscam a vida para proteger o Parque Nacional de Virunga, o mais antigo do continente africano, e seus gorilas em risco de extinção. Tudo isso diante dos conflitos civis do Congo, caçadores ilegais e avanço de empresas de petróleo interessadas em explorar os recursos naturais da área. É uma combinação de jornalismo investigativo e documentário de natureza, indicado ao Oscar de melhor documentário de longa-metragem na edição de 2015.

O Extermínio do Marfim (2016)

A cada 15 minutos, um elefante é morto. Tudo para alimentar o tráfico do marfim, que é considerado na China curativo, afrodisíaco, ornamental e legal (até janeiro de 2018). O documentário é um belo trabalho investigativo e mostra todas as frentes desse sombrio negócio, desde as planícies da África até as ruas da China.

Se você se importa com os rinocerontes na África do Sul que tiveram seus chifres pintados de rosa para combater esse repulsivo mercado, você precisa assistir esse filme.

Cowspiracy (2014)

O mais polêmico da lista, Cowspiracy tem como tema o impacto ambiental da criação de animais para o consumo humano. Ele confronta o ativismo que não dá luz aos danos causados pela indústria do gado, a escala industrial de alimentação e os hábitos de consumo da humanidade.

Rotten (2018)

Essa série com 6 partes mostra um pouco da indústria alimentícia, na qual vale tudo. Cada episódio traz um produto e mostra entrevistas com produtores, distribuidores e outros envolvidos no processo. Ele não é um documentário de natureza, mas extenua a ligação de alguns produtos naturais com o capitalismo e o consumo.

Visita ao Inferno (2016)

Visita ao Inferno é mais uma obra do documentarista Werner Herzog, diretor de Homem Urso, Caverna dos Sonhos Esquecidos e Eis os Delírios do Mundo Conectado. Desta vez, ele faz uma jornada com o vulcanólogo Clive Oppenheimer (que também assina a direção) explorando vulcões ativos na Indonésia, Islândia, Coreia do Norte e Etiópia. Faz uma ligação com as crenças dos povos locais que tornam esses eventos da natureza em algo místico.


Esses documentários não são necessariamente os melhores, mas são de fácil acesso e um ponto de partida para compreender melhor o nosso impacto no mundo natural. Assistiu a algum desses títulos, ou se inspirou com outro material? Não deixe de sugerir nos comentários. Multiplicar o conhecimento é a principal forma de mudar a nossa realidade e ajudar na preservação do planeta.

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