Dicas para levar as crianças em uma viagem de aventura

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Você está louco para fazer uma viagem de aventura e aproveitar um pouco da natureza, mas na hora de analisar a logística necessária para levar os filhos, muitas ideias acabam ficando pelo meio do caminho. Uma grande besteira! Ao contrário do que sua sogra diz, além de segura, uma viagem de aventura bem planejada pode fazer a alegria das crianças e ainda contribuir para o seu desenvolvimento.

Para ajudar nesse momento, o Mundo Logout conversou com um especialista e listou algumas dúvidas que surgem na hora de montar um roteiro com os pequenos.

Mas não é um passeio perigoso?

Essa é uma dúvida que sempre fica na cabeça de pais de primeira viagem e dos avós de plantão. Os riscos existem, é verdade, mas eles não são nada diferentes do que pode acontecer no cotidiano.

“É tão ariscado quanto deixar a criança no playground. Ela pode tropeçar do mesmo jeito”, afirma Otávio Lino, fotógrafo de natureza e gestor de marketing da agência de turismo de aventura Pisa Trekking. “Existe uma mentalidade que é um passeio perigoso. Mas é uma ideia falsa, sem conhecimento de causa.”

Com a supervisão dos responsáveis a criança pode caminhar naturalmente e aproveitar bem o roteiro.

Qual é a melhor idade para começar?

Essa é uma questão que depende mais dos pais do que da própria criança. Para se ter uma noção, já existem no mercado mochilas equipadas para carregar bebês em trilhas. Quem quiser ser mais convencional, uma boa idade para começar esses passeios com o pequeno é por volta dos 8 ou 9 anos de idade. Nessa fase a criança já consegue compreender e aproveitar melhor as atividades.

Precisa de cuidados ou equipamento especiais?

Por mais que eles pareçam cheios de vitalidade, os responsáveis precisam sempre estar atentos aos limites e necessidades da criança. “Elas não têm discernimento de quando precisam se hidratar, da importância de se evitar o sol ou de como se alimentar”, lista o especialista. O responsável deve sempre carregar água, protetor solar e um repelente para evitar qualquer problema.

Mas não pense que só porque ele é mais jovem que ele não precisa dos equipamentos adequados. Nas trilhas, tanto adulto quanto crianças precisam usar botas de caminhada e não os tênis esportivos. Também é importante evitar que eles carreguem as mochilas.

Como escolher o destino?

Esse é o ponto de partida para quem quer fazer um bom passeio: acertar o local. Alguns destinos podem ser experiências incríveis para os pequenos, como a Floresta Amazônica, mas nem sempre são viagens fáceis. Para quem quer começar a se aventurar com a garotada, uma boa pedida é um roteiro curto. “A gente oferece viagens de um dia. O grupo sai de manhã e volta pela noite”, explica Otávio. “Além de ser uma caminhada mais leve, não precisa dormir fora de casa, o que facilita bastante.”

Mas e o tédio?

Uma criança entediada em um passeio pode incomodar muita gente. Por isso, é sempre bom contar com um pouco de didática para tornar o momento mais agradável. “Procure explicar o quão bonito é a floração de uma árvore, mostrar a toca do tatu, um inseto diferente, etc. Se você consegue entreter ela com o que está na trilha, a criança vai sair encantada”, explica Otávio. “Sem fazer isso, ela pode não ter interesse e achar o passeio um saco.”

Se entediada ela é difícil, uma criança entusiasmada pode fazer a alegria de um grupo.

Como contribui com o desenvolvimento?

Se você ainda está em dúvida se vale ou não a pena fazer um passeio com os pequenos, uma dica é pensar como isso pode contribuir para a formação delas. O acúmulo de experiências é o que distingue os indivíduos.

“Quando você coloca uma criança em um ambiente natural, você ensina para ela o valor da preservação, apresenta culturas diferentes, novas espécies, etc. Isso é fundamental para quem quer criar um adulto que consiga pensar de uma forma mais coletiva, que veja que o mundo não é só a cidade ou o bairro em que ele mora”, acredita Otávio. “Nas trilhas a gente aprende a encarar os desafios, entende que para chegar aos objetivos tem que cansar e suar. Isso você leva para a vida adulta”.

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