Piscina no inverno e sem frio: Conheça algumas opções

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Muita gente adora o inverno. Não é para menos. As temperaturas mais baixas são perfeitas para comer uma fondue, assistir à TV com um cobertor, pegar uma piscininha… Não, você não leu errado. Relaxantes e medicinais, piscinas de águas termais são boas opções para curtir a estação.

Mas antes de colocar a sunga na mala, vamos tentar entender de onde vêm essas deliciosas águas quentes. Por estar no meio de uma placa tectônica, o Brasil não é um país de grande atividade vulcânica, considerada como uma das principais fontes de águas termais em outros lugares do mundo. Aqui, as águas são aquecidas por um vulcanismo secundário, ou seja, pelo próprio calor natural do nosso planeta.

O processo é mais simples do que parece. Ao infiltrar no solo, a água vai penetrando cada vez mais em direção ao centro da Terra. Não é uma viagem rápida, mas a cada 33 metros conquistados, a temperatura aumenta aproximadamente 1°C. Com o aquecimento em progresso, a pressão também aumenta. Logo a água adquire pressão suficiente para voltar à superfície antes de perder o calor. Em muitos casos, essas fontes são encontradas durante perfurações e outras atividades mineradoras.

Durante todo esse processo em contato com as rochas que compõem o solo, é normal que a água fique rica em sais minerais. Dependendo do minério, as termas adquirem diferentes propriedades medicinais.

Já está convencido de fazer um passeio desses? Então pode colocar o maiô na bagagem e escolher um desses destinos:

São Paulo

Olímpia

A aproximadamente 450 km de São Paulo, perto de Barretos, Olímpia foi um dos pontos escolhidos pela Petrobrás para perfuração na busca por petróleo na década de 1950. Mas o que saiu do poço, de mais de 800 metros, foi água a uma temperatura de 40° C. É lá que está localizado o Parque Aquático Termas dos Laranjais que, em 2014, foi considerado o parque aquático mais visitado da América Latina – e o quarto mais visitado do mundo; com quase 2 milhões de turistas em um ano.

Águas de Lindóia

Um boato de que um padre havia se curado de um eczema de pele utilizando águas que jorravam a 28°C chamou a atenção de um jovem médico italiano. Ao chegar, ele constatou as propriedades curativas da região e fundou ali a cidade Águas de Lindóia. Um ano depois, em 1910, começava a construção das Thermas de Lindoya. Em 1928, a vencedora do Prêmio Nobel de Química, Madame Curie, veio ao Brasil para estudar a radioatividade da água. Hoje, o município tem comprovadamente a água mineral mais radioativa do planeta, considerada extremamente benéfica ao organismo. Para chegar lá, são quase 200 km partindo de São Paulo.

Goiás

Caldas Novas e Rio Quente

Praia artificial no complexo Hot Park, em Goiás

Um dos principais destinos turísticos de Goiás, as águas termais de Caldas Novas já eram conhecidas mesmo antes da chegada dos portugueses. O lugar é tão bom que até os índios já aproveitavam para tomar chiques banhos termais. Hoje, o município conta com 86 poços em atividades que bombeiam água entre 34°C e 57°C. O turismo é tão forte que a região é considerada a maior estância hidrotermal do mundo. Um dos destaques é o complexo do Hot Park que conta até com uma praia artificial de água quente. Sim, seus pedidos foram atendidos.

Santa Catarina

Gravatal

Apesar de ser conhecida desde o começo do Século XX, foi apenas em 1942 que Getúlio Vargas permitiu que as águas de Gravatal fossem pesquisadas. O Gravatal Termas Hotel foi inaugurado em 1961, um recanto bem aproveitado por gaúchos, uruguaios e argentinos a aproximadamente 150 km de Florianópolis.

Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas

Destinos para quem gosta da natureza, Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas estão só a 35 km de Florianópolis. Quem for visitar pode incluir no roteiro passeios por grutas e cachoeiras da região, além de aproveitar as águas de 39°C.

Outros destinos: Itá, Caldas da Imperatriz, Tubarão e Piratuba.

Minas Gerais

Araxá

Chegar ao conjunto das Termas e o Grande Hotel de Araxá e não ficar encantado com a sua beleza e imponência é quase impossível. O complexo foi inaugurado em 1944 e conta com uma vista privilegiada para o lago do Parque do Barreiro. São diversas opções de banho que incluem até terapias com lama. Tudo a 360 km de Belo Horizonte.

Rio Grande do Sul

Marcelino Ramos

Foi na margem do Rio Uruguai que, em 1959, a Petrobrás furou um poço de 2.590 metros na busca por petróleo. Mas o que encontraram foi a água termal e sulfurosa do Aquífero Guarani. Já que o petróleo não veio, a prefeitura resolveu aproveitar a oportunidade e transformou o local em um balneário de águas termais, que saem a aproximadamente 39ºC do solo. Atualmente, o complexo conta com piscinas cobertas, ao ar livre e até uma rampa para escorregar.

Nova Prata

Piscina em dia de calor bem próximo às montanhas

A perfuração do solo na busca por petróleo também aconteceu em Nova Prata. Porém, diferente dos outros destinos, o complexo de águas termais só foi inaugurado em 2003. Mas a espera valeu a pena! Além de instalações modernas, o parque está em contato direto com a natureza, junto ao Parque da Cascata da Usina, e conta com diversas atrações, como o Rio da Prata, cascatas, spa, trilhas e passeios ecológicos.

Rio Grande do Norte

Mossoró

Até debaixo do solo o Rio Grande do Norte é quente. A água que abastece o “tanque-mãe” do Resort de Águas Termais pode chegar até a 58ºC. Rica em potássio, cálcio, magnésio e sódio, um banho na região é um verdadeiro alívio aos problemas de saúde. Além das águas, a cidade de Mossoró, a 280 km de Natal, é rica em cultura e história.

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