Parque Estadual Campos do Jordão agrada a turma toda

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Poucas coisas são mais desafiadoras do que fazer um passeio com uma turma com gostos diferentes e todo mundo sair satisfeito. Às vezes, você quer fazer uma trilha selvagem pela mata e a galera chega com calça de camurça e salto alto, e agora? Bem, toca procurar aquele lugar coringa que satisfaça os anseios para ninguém sair chateado. Se você costuma passar por isso, aqui vai uma dica de ouro: está na hora de colocar o Parque Estadual Campos do Jordão na sua lista de visitas.

Quem conhece a região, mas nunca ouviu falar nesse parque, provavelmente deve reconhecer o outro nome dele: Horto Florestal. Na verdade, esse é o nome que aparece nas placas que indicam o caminho de aproximadamente 10 km entre a entrada da reserva e a Vila Capivari, principal ponto turístico de Campos do Jordão.

Falando na cidade, essa é uma boa saída para quem busca uma opção de passeio mais próximo da natureza sem precisar apelar para as aventuras do complexo Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí. Ao mesmo tempo, ele traz todo o charme e experiência gastronômica que fizeram do município um destino tão popular durante a temporada de inverno.

Conhecendo o parque

A chegada até a portaria do parque é bem fácil. Basta pegar a Av. Emílio Lang Júnior, aquela que fica ali atrás do teleférico, e seguir as indicações das placas marrons de atrativos turísticos. Para entrar, é preciso pagar R$15 por pessoa (estudantes, pessoas com deficiência e idosos pagam meia).

Com 8.341 hectares, o parque é uma verdadeira área de reflorestamento e conservação ambiental, uma situação bem distinta da sua origem. Em 1929, o local passou a funcionar como uma serraria montada para o processamento de madeiras nativas, principalmente a araucária. O corte indiscriminado passou a ameaçar a espécie de extinção e, em 1941, foi criado o primeiro parque estadual do Brasil para proteger a fauna e flora da região.

Para quem curte trilhas e aventura

E quem quer conhecer de perto essa fauna e flora pode se preparar para desbravar as trilhas do parque. São quatro opções autoguiadas de diferentes estilos. A Trilha da Cachoeira, com 4,7 km ida e volta, tem boa parte do trajeto pavimentada e leva o visitante até a Cachoeira do Galharada. Já a Trilha das Quatro Pontes tem apenas 1 km, mas as pontes pênseis dão um ar de aventura que encanta os mais jovens. Já a Trilha do Rio Sapucaí, de 2,6 km, segue as corredeiras do Rio Sapucaí Guaçu.

Mas a principal atração é a Trilha dos Campos, de 3 km. Com uma elevação superior a das outras trilhas, o que torna a dificuldade moderada, esse trajeto é um verdadeiro mosaico de biomas.

Sua primeira parte parece pasto, mas são campos de altitudes típicos da região. Logo depois, a trilha entra em uma área de mata mais fechada e úmida, chamada mata nebular, onde é possível ver troncos retorcidos, musgos, além de bromélias e orquídeas. Mas é a mata de araucárias centenárias que fazem o passeio ser especial. Também conhecidas como pinheiros-do-paraná, essa espécie é mais comum na região sul do Brasil e pode atingir até 50 metros de altura.

Na parte central do parque, também é possível alugar bicicletas ou se aventurar em um circuito de arvorismo com direito à tirolesa. Tudo é realizado por uma agência de turismo receptivo que atua dentro da reserva.

Para quem quer apreciar os ares da montanha

Quem não quer se aventurar no meio das trilhas pode aproveitar a natureza do local de uma maneira mais suave, mas com muito paisagismo. Também na área central do parque é possível desfrutar as brisas da altitude passeando pelos bosques, admirando os cursos d’água, fazendo um piquenique ou acompanhando as crianças no parquinho. Dá facilmente para passar boa parte do dia sem pensar em nada.

Esquecer o lanche não é um problema, já que o parque conta com uma lanchonete, onde é possível comer calmamente, ou apostar no foodtruck que fica na área de gramado. O almoço fica por conta do restaurante Dona Chica que une os traços rústicos e elegantes com uma experiência gastronômica autêntica e sustentável. Que cenário para uma refeição!

O bosque vermelho

O local de visitação tradicional do parque, onde estão as trilhas, restaurante e todo o resto, corresponde apenas uma a 3% da área total da reserva. Pelas estradas de terra, onde alguns visitantes exploram com bikes, é possível chegar a outros pontos mais afastados. Um deles é o Bosque Vermelho.

Localizado a aproximadamente 5 km o bosque é formado por pinheiros do brejo, uma espécie nativa do sul dos Estados Unidos que foi trazida ao Brasil para um teste de reflorestamento. A partir de maio, as folhas acabam ficam com um tom avermelhado e caem com a chegada do outono, criando um cenário de conto de fadas. O bosque em si não é muito grande, mas como não estamos acostumados com esse fenômeno, vale a pena pegar o carro e enfrentar a estradinha de terra.

Deu para sentir todo o charme desse lugar? Então trate de colocar o Parque Estadual Campos do Jordão na sua lista de destinos quando programar aquele fim de semana na montanha.

Parque Estadual Campos do Jordão

Av. Pedro Paulo, s/n°
Campos do Jordão – SP – CEP: 12460-000
Tel: (12) 3663-3762 / (12) 3663-1977 / (12) 3663-3804
pe.camposdojordao@fflorestal.sp.gov.br


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