Bauzinho e Ana Chata: atrações do complexo Pedra do Baú

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Todo feriado de Corpus Christi é a mesma coisa. Uma multidão sobe a Serra da Mantiqueira para aproveitar o começo de inverno em Campos do Jordão. Naquela ansiedade de conhecer todos os pontos turísticos da região, é normal alguns visitantes mais atentos cruzarem com uma plaquinha com a indicação “Pedra do Baú” e ficarem naquela curiosidade. Se você se identificou, não se preocupe! Nesse texto, vamos falar mais sobre esse local que deve entrar no seu próximo roteiro.

Para dar uma resumida, a Pedra do Baú é um daqueles lugares que mexe com os visitantes. Tanto é verdade que ela até já ganhou um texto exclusivo aqui no Mundo Logout. Há os que amam de paixão e voltam várias vezes, porém, há também aqueles traumatizados que juram nunca mais pôr os pés neste lugar. Isso acontece porque o trajeto para chegar até lá em cima é feito por uma via ferrata que garante fortes emoções.

Por ter essa fama de aventura intensa, muita gente nem se atreve a fazer a viagem achando que não vai aproveitar o passeio. É aí que está o grande erro! A Pedra do Baú faz parte de um complexo formações rochosas que ainda contam com Bauzinho e Ana Chata. Apesar de serem menos populares, ambas atrações oferecem passeios incríveis e, dependendo da sua escolha, bem mais tranquilos.

Todo o charme da Bauzinho

Para provar o ponto, nada mais justo do que apresentar primeiro o Bauzinho. A rocha, de aproximadamente 1800 metros de altitude, é a mais acessível das três justamente por ficar mais próxima de uma área de estacionamento. Somando a ida e a volta, são apenas 470 metros de trilha para chegar a uma vista incrível da cidade de São Bento do Sapucaí e, claro, da Pedra do Baú.

É justamente essa facilidade de acesso que faz com que a Bauzinho seja a melhor escolha para admirar o pôr do sol pelas agências especializadas. Mas apesar de simples, a volta após o crepúsculo pode ser mais complicada e é bom contar com um guia.

Mas não pense que a rocha Bauzinho também não é lugar de maldade. Lá é um bom ponto para a prática de rapel. A descida é dividida em dois trechos, um de 15 metros e outro de 45, mas como o visual passa a impressão de ser muito mais, o frio na barriga está garantido.

O rapel pode ser feito como um passeio único ou como parte de um pacote de atrações nas outras rochas. Após a descida, para chegar até a área das trilhas, ainda precisa enfrentar a escada amarela chumbada na pedra. Um temperinho a mais no passeio.

Muito aventureiro esse passeio? Então conheça o Parque Estadual Campos do Jordão!

As trilhas e a Pedra Ana Chata

Se o passeio contemplativo no alto da Bauzinho for pouco para seu espírito aventureiro, mas o rapel passar um pouco dos limites, a solução, talvez, esteja na Pedra Ana Chata. Lá em cima dos seus 1600 metros de altitude você encontra uma das melhores vistas da Pedra do Baú, além de um bom panorama da região.

A distância e dificuldade do trajeto dependem do ponto de origem. Se iniciar no mesmo estacionamento próximo a Pedra Bauzinho, o percurso tem 3,8 km (ida e volta). Mas como o caminho pode ser feito a partir do estacionamento Chico Bento (5,5 km), ou do Restaurante Pedra do Baú, dois pontos em que os visitantes começam o passeio, fica difícil precisar a distância.

O que se pode dizer é que vai gastar um pouco das pernas. Boa parte da trilha é feita em uma área de Mata Atlântica em que a dificuldade é apenas o relevo da região. Ao se aproximar da pedra, o trajeto pode ser considerado uma “escalaminhada” ou seja, para superar as grandes rochas pelo caminho o visitante acaba precisando utilizar um pouco as mãos. Na parte final, é preciso passar agachado por dentro de uma pequena caverna, além de um pequeno trecho de via ferrata para chegar ao cume.

Esse trajeto/recompensa é a grande atração da Pedra Ana Chata. Ele apresenta um certo desafio, até físico dependendo do caso, mas não é nada que vá parar seu coração. É uma boa pedida para quem está naquela fase de teste do ecoturismo que quer descobrir qual é o perfil de aventura mais sedutor.

E aí, será que eu encaro a Pedra do Baú?

Mas será que ir até lá e não conhecer a atração principal é um grande pecado? Se você ficou com uma dose extra de coragem e está na dúvida se encara ou não a Pedra do Baú, você não é o único. Basta ficar um pouquinho no começo da subida para ver que esse é o drama de muitos visitantes.

Para resolver isso, tenho uma avaliação simples. Lembra daquela escada amarela chumbada na pedra? Ela é um bom (e pequeno) teste para a Pedra do Baú. Se você desceu por ali e não se abalou, é possível que encare a subida pela via ferrata sem problemas. Caso contrário, é bom pensar duas vezes.

Nessa época do ano, a procura pela subida na Pedra do Baú é muito intensa o que faz um considerável tráfego no trajeto. Não estar se sentindo seguro e ainda ter que lidar com um monte de gente no caminho pode ser ainda mais complicado. Por isso, sempre peça orientação aos guias locais e, acima de tudo, conheça o seu limite.

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Mas se você gosta de se desafiar e está disposto a subir, vale muito a pena. Além da melhor vista da região, com 1950 metros de altitude, a sensação de vencer o trajeto é realmente muito prazerosa, principalmente para quem não está acostumado com escaladas.

Como chegar?

Está empolgado com a ideia? Então anota aí que o complexo da Pedra do Baú fica na cidade de São Bento do Sapucaí, a um pouco mais de 210 km de São Paulo, pertinho da divisa com Minas Gerais. Além de simpático, o município conta com uma boa infraestrutura para receber os visitantes. Na rua principal, é fácil encontrar agências especializadas para marcar os passeios ou tirar dúvidas.

Depois é só mandar as fotos do passeio para a gente!

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